"É imprescindível acelerar a mudança do modelo de crescimento para conseguir um desenvolvimento sustentável", recomendou Zeng, referindo-se às "graves restrições ambientais e de recursos, à irracional estrutura industrial e ao desenvolvimento diferente entre campo e cidade" na China. O atual modelo de crescimento chinês se baseia em um alto consumo de energia e recursos e, se não for alterado, a quarta economia do mundo pode começar a desacelerar. Zeng prometeu mais reformas nos mecanismos de preço e nos incentivos tributários e um reforço das medidas de economia de energia e proteção do ambiente. O vice-primeiro-ministro assistiu este fim de semana a um fórum sobre o novo desenvolvimento chinês do qual também participou o ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (principal órgão de planejamento econômico da China), Ma Kai. "A média de crescimento da economia chinesa é inspiradora, mas uma das maiores preocupações é que pagamos um preço muito alto em ambiente e recursos para obtê-la", explicou Ma. A economia chinesa cresceu 10,7% no ano passado, enquanto as receitas também aumentaram e a inflação se manteve baixa. No entanto, a ineficácia no uso da energia é um problema grave em um dos países mais poluentes do mundo. O PIB chinês chegou a US$ 2,16 trilhões em 2006, o que representa 5,5% do mundial, mas o consumo energético da China responde por 15% do total, com porcentagens mais altas em aço (30%) e cimento (54%), dois dos setores industriais mais poluentes e de maior consumo energético. Os motivos desta baixa eficiência
são a rapidez da urbanização e industrialização,
uma produção de alto consumo energético, e o caráter
extensivo do crescimento chinês.
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