Durante evento realizado pelo Ciesp, especialistas propõe redução do limite para as empresas que podem optar pela livre contratação de energia Na tarde do segundo dia do 7º Encontro de Negócios Energia, evento promovido pelo Ciesp, o tema principal em discussão foi o Cenário do Mercado de Livre Contratação. Na mesa de debate estavam presentes, dentre outros, os presidentes do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Antônio Carlos Fraga Machado, da Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Paulo Pedrosa. Os palestrantes falaram sobre a ampliação do limite mínimo para ingresso de consumidores no Mercado livre, além dos balanços e perspectivas do setor. Hoje o Brasil possui 550 empresas consideradas consumidoras livres, responsáveis por cerca de 25% da comercialização de energia elétrica no País. Esses números apontam o crescimento e o amadurecimento do setor. “O balanço do ano mostra como o mercado livre é importante para a economia do País. Além de ter amadurecido, hoje fechamos um ciclo”, disse um dos palestrantes. A preocupação do setor agora é a ampliação dos horizontes. "Está na hora de discutir o aumento do limite mínimo para ingresso no mercado livre. Com isso ele poderia atingir o tamanho do segmento industrial, ou seja, 50% do mercado de energia”, afirma Paulo Pedrosa. A mesa de debate propôs a redução do limite para migração dos consumidores para 2 MW de carga, contra os 3 MW atuais. A abertura do mercado de energia incentivada para os consumidores com carga igual ou superior a 500 kW pode ser o empurrão necessário. Atualmente os maiores clientes do mercado livre são representados por metalúrgicas que consomem cerca de 50,3% do que os agentes produzem. Na
visão geral o mercado livre mudou o setor elétrico, pois
enxerga o consumidor como indivíduo e tem a função
de adequar o fornecimento de acordo com a necessidade. Isso difere o
cliente do mercado cativo, que por definição é
atendido como igual, sem poder negociar o preço ou quem vai fornecer
a energia. “O setor está mudando, o mercado livre representa
uma realidade diferente. É uma mudança de conceito e uma
tendência mundial, logo o Brasil vai acompanhar e o setor tem
que estar aberto para isso”, acredita Pedrosa.
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